terça-feira, 3 de julho de 2018

FALANDO DE MIM..




ESSA MENINA





É uma menina doce
Embalada em sonhos
No silêncio da noite
Psiu! Não acorde ela dorme...

Essa menina tão meiga
Também gosta de aventuras
Voar nas franjas do vento
Confabular com o tempo.

Essa menina que vive em mim
Gosta do cheiro do mar
Gosta de quem sabe amar
É como a flor de um jardim...

Essa menina é especial
Faz poesias para as estrelas
Não gosta de bens materiais
Para ela todos são iguais...

Essa menina cresceu e nem por isso
Deixou de viver o sabor da bondade
Essa menina se chama felicidade
Distribui amor carregado de mil sorrisos.

Essa é uma menina diferente
Ama flores e passarinhos
Encanta-se com um pingo de chuva
Adora cheiro de terra molhada...

Essa menina gosta de escrever poesia
Trás nos seus versos a calma
Na meiguice embala a alma
Enterra a tristeza colhe a alegria...

Essa menina continua morando aqui
Por fora a embalagem cresceu
O corpo isso com certeza envelheceu
Mas a alma e o espírito isso vive dentro de mim...




OLHANDO O ESPELHO

Olho com carinho as marcas do tempo
Feliz eu vejo que a juventude se vai
A mocidade essa aos poucos se esvai
Tudo passa e perde-se ao vento...

Mas de tudo que vivi eu tenho certeza
Nada disso em minha vida tem importância
O que seria da vida se não tivesse a fase da infância
Tudo seria sem graça uma verdadeira pobreza...

Cada fase vivida é um grandioso presente
Se vivida com saúde com amigos e família
Tudo se tornaria um tédio sem a minha vida sem a poesia
Isso sim é o que nos faz ser gente...

Por isso olho no espelho e me orgulho
Cada ruga é um momento que deve ser lembrado
Um momento bom ou ruim vivido no passado
Eu sou feliz! Tão feliz que nem cabe em um embrulho...

TALVEZ...

Um dia eu tenha te cumprimentado com um bom dia
Ou apenas um simples oi ou mesmo  ter  ignorado
Muitas coisas eu já apaguei do meu passado
Hoje relembro apenas nos versos da minha poesia.


Talvez  até  olhasse enquanto por mim passava
Não me lembro de detalhes pequenos que nada me dizia
Ou se percebia com certeza eu fingia
Se na escola ou na rua o encontrava.

Ou se era mais um que parava para admirar a lua
Enquanto num banco da praça eu sentava para ler
Depois voltava para casa e tentava escrever
Tudo que acontecia ali mesmo na rua...

Depois desses versos com certeza não irei me esquecer
Momentos bons da infância que trazia alegria
Ficará registrado em cada poesia
Que com o tempo eu irei escrever...
Talvez... 
 





 SE...



Tivesse apenas uma só asa

Nem precisava ser um par

Para nesse mundo eu poder voar

Voaria  sem bagagem e sem casa...



Seria como os passarinhos

Que criam penas e quer voar

Sentir o sabor de o vento me tocar

Buscando  no tempo outros ninhos...



Se...

Asas eu não posso ter preciso caminhar

Escutar a voz que vem do coração

Sem nunca deixar de sonhar  nem perder a razão

Por isso não posso sonhar em voar... 









EU...

Não passo de um verso inacabado

Nem uma frase me anima

Meio torto e sem rima

Buscando o reverso...



Sou pedaços de retalho

Um palhaço feito de alegria

Sou o choro do orvalho

Sou rabisco de uma poesia...


FIZ UM POEMA PRA MIM

Tracei versos com cheiro de gente
Perfumei com aromas de jasmim
Esse poema eu fiz para mim
Ficou bem  diferente...

Usei papel azul engomado
Letras com luz de estrelas
Salpiquei lembranças que estavam guardadas
Nos recantos de um passado...

A música que eu escolhi
Deixa a vida me levar
Quem melhor que Zeca Pagodinho
Para falar um pouco de mim...

 O recheio não poderia esquecer
Coloquei a magia da lua
Os encantos de um pôr do sol
Os raios de um novo dia...

Não esqueci os meus desejos
Os segredos não poderiam faltar
Apenas decidir não contar
Os sonhos que espero alcançar...

Deixei de fora os meus defeitos
Rabisquei saudades  vividas
Algumas lembranças esquecidas
No final ficou perfeito.

 



O AVESSO DE MIM..

Por fora uma embalagem comum
Não sei, pois quero que olhe meu avesso.
Louca, largada mulher carente,
Às vezes menina apaixonada- me  desconheço...

Viro-me pelo avesso vasculho a minha essência
Sou leoa faminta, meio menina um tudo mulher,
No meu eu, busco a efervescência,
O colorido da primavera ou outra  estação qualquer.






Quero

Ficar aqui quieta
Um livro nada mais
Viajar na leitura
Buscar o que satisfaz...

Esquecer as bobagens
Que irrita e entristece
Prefiro a minha poesia
Essa sim nunca aborrece...




Despertei

Numa cena qualquer
De um sonho inacabado
Desejadas horas perdidas
Angustiadas...
Sentimentos confusos
Por um sonho atrapalhado
E assim
Nesse sonho complicado
Rabisquei  numa folha qualquer
Li,  reli nada entendi
Adormeci.
 



Hoje

Trouxe apenas a minha essência

E a saudade

Do que passou...

Tantos momentos eu perdi

Se pudesse reviver

Pediria Bis...Bis...

Mas o que faço

 Ficou no passado

Largado

Encaixotado... 



QUEM DERA

Fosse eu a voz da natureza
Voaria feito as  borboletas azuis
Que encanta flores perfuma o ar
No seu bater de asas
Tamanha grandeza...

Voaria em circulo sem fim
Deixaria de ser mulher para poder flutuar
Nas asas do vento sair de mim
Ser borboletas azuis...

Quem dera poder sair do casulo
Com asas leves e delicadas
Na leveza da alma encantada
Bater asas além do crepúsculo...

Quem dera poder enfeitar os jardins
De borboletas azuis a voar
De flor em flor a encantar
Encantar a vida perfumar o jasmim...

Irá Rodrigues
Santo Estevão - BA - Brasil
http://ira-poesias.blogspot.com.br/


 



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