segunda-feira, 11 de setembro de 2017

PRIMAVERA...

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PRIMAVERA











































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ALFABETO DO POETA...


ENFIM SOU EU...


NA REDE DA LEITURA...


ONTEM AO LUAR...


MUITAS VEZES...


O TEMPO PASSA


E SE A LUA ME ESCUTASSE...


E ASSIM...


ESSA SOU EU...


ACORDEI!


ONDE ESTÁ A POESIA?

VIDA NO CAMPO






Gostinho de fruta tirada do pé
Aroma de bolo  com café
O cheirinho de milho assando
Fogão de lenha, pão amassando...


Tardes embaladas na rede
Preguiça no corpo
Maciez na voz olhos de amora
Delicioso momento namora...

Almas nuas aconchego
Rede de fio de manjericão
Lábios cor de açaí
Beijo eloquente paixão...

Leite quente a noite chega
Suspiros de poesia
Explode no olhar
Amanhece o dia...


Irá Rodrigues


sábado, 12 de agosto de 2017

SER PAI...


UMA GAVETA BAGUNÇADA



.





Ao arrumar encontrei coisas incríveis
Bilhetes amarelados,  papeis rabiscados cartões,
Contas pagas recadinhos e até alguns botões,
Tudo que imaginar  bagunça ali pode encontrar...


Ali na minha gaveta tem um pedacinho do meu  mundo
Parece um baú uma gaveta pequena e tanto peso
Achei pedaços de lápis, até um clipe bem no fundo,
Todo enferrujado o coitado em um cato bem preso...


Encontrei um caderninho com mensagens confidente
Que só eu e ela sabíamos junto com uma imagem
Precisava arrumar a minha gaveta urgente
Deixar livre de restos de  um passado sem maquiagem...

Do passado vou jogar fora deixar apenas o presente
Historias da minha vida  e algumas fotografias
Deixar um cantinho com cara de gente
Com versos flores e poesias...


Irá Rodrigues

quarta-feira, 12 de julho de 2017

SAUDADES








SAUDADES



Voltei lá no passado

Tempo de menina

Sem hora para dormir

Muito menos para acordar...



E se tinha que acordar

Corria mudava os ponteiros

E o pobre do relógio parava

Nem a trás e  nem a frente andava...



Amava as manhãs radiosas

Quando o dia nascia

E o sol raiava

E se ele não vinha

Eu logo desenhava...



Tempo de meninice

Que sonhava e queria voar

Entrar dentro do arco íris

Na beira do rio parar...



Despertar uma fada

Radiante de todas as cores

Nuvens de algodão doce

Ou simples jardim de flores...







Saudade

A saudade é algo que vem sem se querer
É lembrança que dói sem ter remédio
É sentimento doido
É a dor de quem partiu
É aquela vontade louca
De voltar no tempo
Reviver aventuras dos momentos felizes
Saudade é a dor no peito
Um vazio sem jeito
É choro de lembranças
De tudo que foi vivido
É o riso descontente de lágrimas contida
A saudade é um bichinho entra na gente
Rói deixa marcas
Deixa a gente assim
Sem vontade de seguir...






Saudade
A saudade vive em mim
O momento presente
Instantes eternos
Um segundo
Em ascendente tempo
Aos olhos que não se vai
Ou não chega ao fim...
Vive em mim
A saudade da vida
O cheiro de terra molhada
A brisa que move do mar
O assovio na madrugada...
Tudo vive em mim
A saudade eterna
O amor penetra
Não vejo
Não revivo
Deixo atravessar
Ou nem mesmo ficar...
Passa em mim
Um espectro
Uma lembrança
Saudade, saudade
Só saudade...



Saudade...
 ... Em mim é o que não falta
Daquele tempo de criança
Que brincava de gangorra
Sem ter medo do perigo
Voava tão alto queria tocar o céu.
Subir no umbuzeiro
Chupar a frutinha madura,
Rapar o tacho de doce de leite
Ainda quente queimando a língua
E nem tinha medo de dar dor de barriga,
Que delícia era comer bolo quente
Melhor ainda quando comia escondido...
Quem não gostava de correr pelos campos
Andar de pé no chão
Para no lago beber água
Usar as mãos para pegar
Depois não tinha como evitar
A brincadeira de se molhar,
Que delícia era pegar o barro
Amassar era tão bom
Ver escorregando entre os dedos
E modelar bonecos e cavalos
E deixar no sol para secar,
No dia seguinte corria para pegar
O gado tinha pisado
Só restava o barro amassado,
Tudo era tão simples
E tão bom...