quarta-feira, 12 de julho de 2017

SAUDADES








SAUDADES



Voltei lá no passado

Tempo de menina

Sem hora para dormir

Muito menos para acordar...



E se tinha que acordar

Corria mudava os ponteiros

E o pobre do relógio parava

Nem a trás e  nem a frente andava...



Amava as manhãs radiosas

Quando o dia nascia

E o sol raiava

E se ele não vinha

Eu logo desenhava...



Tempo de meninice

Que sonhava e queria voar

Entrar dentro do arco íris

Na beira do rio parar...



Despertar uma fada

Radiante de todas as cores

Nuvens de algodão doce

Ou simples jardim de flores...







Saudade

A saudade é algo que vem sem se querer
É lembrança que dói sem ter remédio
É sentimento doido
É a dor de quem partiu
É aquela vontade louca
De voltar no tempo
Reviver aventuras dos momentos felizes
Saudade é a dor no peito
Um vazio sem jeito
É choro de lembranças
De tudo que foi vivido
É o riso descontente de lágrimas contida
A saudade é um bichinho entra na gente
Rói deixa marcas
Deixa a gente assim
Sem vontade de seguir...






Saudade
A saudade vive em mim
O momento presente
Instantes eternos
Um segundo
Em ascendente tempo
Aos olhos que não se vai
Ou não chega ao fim...
Vive em mim
A saudade da vida
O cheiro de terra molhada
A brisa que move do mar
O assovio na madrugada...
Tudo vive em mim
A saudade eterna
O amor penetra
Não vejo
Não revivo
Deixo atravessar
Ou nem mesmo ficar...
Passa em mim
Um espectro
Uma lembrança
Saudade, saudade
Só saudade...



Saudade...
 ... Em mim é o que não falta
Daquele tempo de criança
Que brincava de gangorra
Sem ter medo do perigo
Voava tão alto queria tocar o céu.
Subir no umbuzeiro
Chupar a frutinha madura,
Rapar o tacho de doce de leite
Ainda quente queimando a língua
E nem tinha medo de dar dor de barriga,
Que delícia era comer bolo quente
Melhor ainda quando comia escondido...
Quem não gostava de correr pelos campos
Andar de pé no chão
Para no lago beber água
Usar as mãos para pegar
Depois não tinha como evitar
A brincadeira de se molhar,
Que delícia era pegar o barro
Amassar era tão bom
Ver escorregando entre os dedos
E modelar bonecos e cavalos
E deixar no sol para secar,
No dia seguinte corria para pegar
O gado tinha pisado
Só restava o barro amassado,
Tudo era tão simples
E tão bom...