segunda-feira, 21 de maio de 2018

DIA A DIA DO NORDESTINO...





Acorda cedinho na sua vida humilde
Vida cansada no meio da seca
Mas nunca deixa a sua beleza
Da encantada natureza...

Da vida pacata não abre mão
Ali cria seus filhos com dedicação
Cuidando dos animais e da plantação...

E a luta começa cedinho
Se o galo abre o bico e canta
É hora de levantar
E juntos pulam da cama...

Um vai tirar o leite
O outro cuida da roça
Até a criançada levanta
Os pequenos brincam
Os grandes ajudam...

Tira água lá do poço
Rega as plantas no jardim
É hora de ir para a lida
Mais uma manhã cumprida...

A mãe toda animada
Acende o fogão de lenha
Faz logo o café espera a meninada
Que correndo chega animada...

O cheirinho se espalha
Pão quentinho no forno
A família vai se juntando
E  na mesa da cozinha
Todos vão se sentando... 



FALAR DA MINHA CIDADE




Falar dessa  cidade querida
É falar dos seus lindos encantos
Das belezas  que brotam em todos os cantos
Aqui quem chega encontra guarida...

Escolhi falar desse lindo espaço
A lagoa de Plínio como é chamada
Um ponto turístico  para uma boa caminhada
Aqui a natureza e o lazer encontram-se num abraço.

Apresento a imagem e deixo para avaliar
Só posso dizer que é a mais linda beleza
Projetada pela mãe natureza
Ela diz muito mais do que tenho para falar.






Aqui

Na minha aconchegante cidade
Quando o sol diz boa noite
É lindo o espetáculo
Bandos de garças brancas
Partem em direção ao rio
Ali vão se abrigar.
Só quem vive esse momento
Sabe bem admirar
Registrando  no pensamento
É lindo de ver
Não tem como esquecer...




UM PARAÍSO ISOLADO DO MUNDO...




Nada mais atrativo
Que um cenário bucólico
No meio dessa beleza
Esse verde convidativo
Apenas a natureza...

Uma casinha perdida
Uma estradinha de barro
Onde se anda a pé
Ali nunca foi um carro...

Ao longe resquício de um velho castelo
Ao fundo uma queda d’água
Encurvando-se atrás da colina
Quanto mais se andava
Mais beleza se encontrava...

Garças brancas se espalhavam
Na beirada de uma aguada
Casinhas com varandas
Uma juntinha da outra
Pintadas de amarela...

 E o vento que sopra fraquinho
Balançando a rede de palha
E na beira do riacho
Nas sombras de um carvalho
Crianças brincando...

Um paraíso isolado do mundo
Sem energia nem televisão
Sem nenhuma tecnologia
Sem barulho sem poluição...



 Ali o povo vive de humildade
E reinam na maior riqueza
Vivem o luxo de respirar
Ar puro dessa natureza...

De sentar na varanda em noite de luar
Contar uma prosa falar besteira
De brincar, conversar e descansar,
No meio da tarde de uma segunda feira...


Ali não tem dia nem hora marcada
Se desejar se para o tempo
Esticam o dia até a madrugada
Tristeza ali joga no vento...



Barulho só de água no rio correndo
Do canto dos passarinhos
Que na varanda fazem seus ninhos...