segunda-feira, 6 de junho de 2016

AS COSTAS DE UMA MULHER...


De formas geométricas 
Com ângulos e retas
Desenhos incertos
Desejos conexos...
Um fascínio na arte
Parte perfeita da mulher
As costas de curvas sem fim
Mistérios e segredos enfim...

As costas de uma mulher
Devaneio alienado de prazer
Num entrelaçar de corpos
Um desejo de querer...

Mulher de curvas poéticas 
As costas estimula a imaginação 
Muitos passam despercebidos
Outros motivos de sedução.

autoria- Irá Rodrigues

A ALMA DA VIDA...


A poesia é a alma da vida
Acorda cedinho
É como gotas de chuva

Rola, rola
Morre no papel vira letrinhas
Toda serelepe corre para o mar
Torna-se gigante
Sem ser engolida
Pela fúria das águas
Cai na areia vira frases
E de repente joga-se no chão
A gota transborda
Volta para o mar
Toda contente se achando gente
Rodopia, se agita.
E na areia retorna
Num passe de mágica a poesia se forma
A mais linda junção
Com gotas de chuva
Grãozinhos de areia
E na maior perfeição
Olha que surge
Uma poesia perfeita..
.
Autoria- Irá Rodrigues
http://ira-poesias.blogspot.com.br/

AMO AMAR VOCÊ


AMO como o brilho do sol- se faz presente
Como o olhar de uma criança -encanta
Como a brisa que vem do mar -e sopra
O despertar de um pássaro -que canta.

AMAR feito sonhos bem sonhados 
Como o despertar bem acompanhado
Feito o murmúrio do vento-que embala
Ou o silêncio da palavra-se cala..
.
VOCÊ inspiração da minha poesia
Desejo que da noite se faz dia
Amor que não cabe no coração 
Que se espalha, vira paixão...

AMO AMAR VOCÊ é desejo que fala
Acolhe, faz viajar na pureza dos versos 
É como a prosa e a poesia
É como o verso e o reverso...
Irá Rodrigues
Poesia publicada no AMO AMAR VOCÊ - VOL. II

A NATUREZA SE ENTRELAÇA...


E nos compassos da geografia se encontram
Em muitas curvas se perdem ou se entrelaçam
São montes serras e montanhas
São espaços se aranham....

E o tempo muda tudo como diz o Milton Santos
Sempre há um bom geografo por esses cantos
Num riacho num lago num regaço
Nessa imensidão que encanta o espaço...

E são tantos encantos geográficos nada formais
Com ações criminosas trazendo os desiguais
Povoando desmatando tanto impacto desumano
Não só as florestas mas também o oceano...

O clamor isolado do vale e da rocha
Que triste relembra seu verde e chora
E no côncavo e o convexo
Tudo volta ao reverso...

E assim descrevo a geografia
Em simples versos e poesia
Entrelaçando a natureza
Nessa disciplina de riqueza..
.
Autoria- Irá Rodrigues

ACREDITE


A paixão e incomunicável
Desabrocha deixa florar
Não fique quieta
Ame, ame e ame...
A paixão
Está no alcance do coração
E o desejo
E o amor
Não diga nada
Sinta...
Tudo e possível
Só o amor e impossível
O mar transborda sua fúria
Os homens seus desejos
Por que o amor não desabrocha
Reflita...
Suponha
Se o puder celestial
Varressem as paixões da terra
Que os homens que nunca amou
Voltassem a serem amantes
E de repente
Amasse-te de paixão
Tudo e possível
Acredite.
..
Autoria- Irá Rodrigues

VIDAS PASSADAS


Que saudade intensa
Da minha vida passada
Dos amigos de infância
Das brincadeiras de criança...
Dos amigos especiais
Que já não vejo faz tempos
Deles só restam saudades
As lembranças dos momentos...
Dos momentos vividos
Das deliciosas brincadeiras 
Meus amigos de paixão
Minha saudade verdadeira...
Lembranças gostosas
A saudade dentro do peito
Dos amigos sem dinheiro
Mas amigos verdadeiros...
Do cheiro forte das plantas
Das bagunças de criança
Dos joguinhos de cartas
Nas noites enluaradas...
Já não sei como vivem
Do outro lado distante
Do mundo que fiz parte
E que hoje não volto mais
Saudades...
Que saudade doida
Da minha modesta vida
Da liberdade vivida
Onde tudo permitia...
Mas hoje fica a certeza 
De tudo que vivia
Que nada volta atrás
Era feliz e nem sabia...
Autoria- Irá Rodrigues
http://ira-poesias.blogspot.com.br/

sexta-feira, 3 de junho de 2016

ÓRBITA DA PAIXÃO




Enfeitei meus poemas
Com as cores do por do sol
No vento esculpi meu verso
Fui meus versos fui reverso...

Nas cortinas da alegria
Enjaulei meu coração
No desejo das manhas
Fui poeta fui canção...

Com fios de ouro bordei
Em folhas de papel de seda
Um poema da cor do mar
Com desejos de amar...

 Desenhei todo de rosas
Combinei com meu sorriso
Dei sabor ao meu poema
Dividido em versos e prosas...

No final despi meus versos
Entrei em órbita perdi a razão
Nos meus sonhos esculpidos
Fui plenitude fui paixão...